Conversando com a minha médica na segunda, comentei sobre como detesto a idéia dos antidepressivos. A coisa sempre me veio associada ao sorriso plástico, às emoções sem emoção e à felicidade não genuína. Isso sem contar a banalização desse tipo de tratamento, ultimamente qualquer dor-de-cotovelo, tristeza, irritação ou desânimo parece ser razão suficiente para entupir alguém de remédios, o que é péssimo. Mas contra estes fatos não existem argumentos: primeiro, há um problema com as substâncias dentro da minha cabeça, segundo, o problema pode ser perfeitamente controlado com o uso da medicação e terceiro, quanto mais eu começar tratamentos e não levá-los adiante, maior precisará ser a dosagem dos próximos medicamentos. Logo… que venham os comprimidos, eles serão tomados regularmente e o céu voltará a ser tão azul quanto a segunda via das receitas de remédios controlados! :P
Ainda sobre a consulta, entrou em pauta minha maldita asma e demais perebas respiratórias e como os quilos sobrando podem torná-las mais cretinas. Já que não quero ter outro inverno de tormento como no ano passado, preciso me livrar de pelo menos uns cinco quilos até começar a esfriar. Por esta razão, estou de dieta. Tá, na prática isso só vale a partir do final de semana, porque a geladeira e os armários aqui em casa estão vazios de maneira lastimável e só poderei ir ao supermercado comprar comidinhas adequadas no sábado, mas pelo menos vou entrando no clima, assim, mentalmente. É estranho porque enquanto tenho amigas que tomam aquele biquíni como motivação para a empreitada, enquanto meu irmão se esforça diariamente na academia “por uma camiseta sem barriga”, eu vou entrar na linha alimentar pela bombinha de asma, ou pela ausência dela, melhor dizendo. Vamos ver no que dá.
E uma breve nota cinematográfica: porque eu sou uma fã ardorosa de Ensina-me a viver (que eu prefiro mil vezes chamar de Harold and Maude), não consegui gostar de Lições de Vida (que terminou agorinha, no Telecine), passei o filme todo fazendo associações paranóicas entre um e outro. Aliás, alguém, por favor, me esclareça: o último foi oficialmente, descaradamente ou só aparentemente inspirado no primeiro?