Introdução
Depois da faxina monstra que durou toda uma sexta-feira, o maior ataque de asma de todos os tempos. Choro – o ar não me chega aos pulmões, vai até o comecinho da garganta e volta, queimando. Não é possível correr pro hospital porque não há fôlego, mas o hospital é pertinho e num piscar de olhos estou numa maca, com o braço perfurado em algum lugar alternativo (as veias usuais nunca são encontradas) pra pôr uns remédios pra dentro. São muitos ême-éles de solução medicamentosa pingando do frasco de soro por infinitos cinqüenta minutos. E de tédio ou de efeito do que me corre no sangue, começo a divagar sobre (morrer? não, péssimo, pulei… morrer em 2008? continua péssimo, pulei) como anda a vida em doismileoito. Foi mais ou menos assim…
Capítulo I
Lembro que quando eu era mais nova achava que a adolescência terminava aos 18, mas a idade adulta só chegava aos 30. Nesse intervalo, éramos apenas jovens. Pois bem, meus 30 se aproximam [1] e muitos ainda me olham como uma teenager que não sabe pra onde anda, mas sei que já assumi a posição de neo-adulta (termo muito bem utilizado por Srta. Carla) há um bocado de tempo. Só pra ter certeza, o ano 08 resolveu me testar e as situações casca-grossa que já apareceram me tostaram os miolos. Algumas resolvidas, algumas em processo de resolução, algumas empurradas com a barriga. Destas últimas, ainda não me curei do vício de trabalhar demais, e até em almoços de família eu acabo perguntando se alguém conhece algum fornecedor de sei-lá-o-quê, porque já estou com aquela requisição há tantos dias e ainda não consegui ninguém pra orçar blá blá blá… (meu estado é grave). Mas eu vou levando.
Capítulo II
Conto os dias pra minha viagem a Brasília, em junho (já falei de Brasília?). Vai ser uma semana de curso (é, trabalho), mas a Nice, uma das minhas mais-melhores-amigas vai estar comigo e vai ser divertido, além de ser o mais próximo de férias que eu vou ter por enquanto. Tenho saudades de tempos mais calmos, em que trabalhar era ficar seis horas por dia ao telefone sem ter responsabilidades maiores. Sobrava tempo pra viver como se deve. E quando eu paro e penso que só vi a Cinthia, outra das minhas mais-melhores-amigas, uma única vez desde que voltamos do memorável final de semana em São Paulo, e que os Fungi estiveram aqui e eu não os vi tocar, não conversei, não saí, não dei risada, não tomei cerveja água com eles, não fiz nada… fico triste. Pelo mesmo caminho vai Tiago-Tito, querido queridíssimo a quem eu devo uma ida a Santa Maria, mas não consigo cumprir nem mesmo uma resposta no orkut. E minha mãe que eu não vejo há quase três semanas. E minha ida ao correio (viu, Lya?) que é adiada dia após dia (vergonha master – quando saio do meu prédio, é atravessar a rua e estar no correio). E o meu recado de tchau, Gica! boa chegada em Sampa! E daí por diante (incluindo os posts no blog).
E se manter as amizades tá difícil, imagina o resto…
Capítulo III
Meus 30 se aproximam [2] e meu pai e sua senhora querem netos. Como eu nunca fui a filhinha que leva o namorado pra casa, tenho que encarar as conversas que alternam assuntos como o quão natural é ter uma companheira e o quão natural é ter filhos no esquema da “produção independente”. Eu dou risada. Não vou entrar em detalhes e dissertar pro meu pai sobre como eu encaro meus relacionamentos, já que nem eu mesma sei.
Capítulo IV
Esta coisa dos relacionamentos é um ponto todo especial. 2008 – a primeira metade, reeditou pessoas boas (e situações nem tanto) do ano que passou. Daí as pessoas (pra que o plural?), daí a pessoa não ficou mais tão boa, as situações persistiram, o sentimento idem, e intervalos forçados fizeram os sentimentos parecer maiores, depois intervalos forçados fizeram parecer que as coisas nunca existiram, mas as coisas só acabam quando terminam e intervalos forçados não são um fim. Paralelo a isso, corre meu sorriso fácil ao lembrar daquele que é todo surpresas e esquisitices e beijos que a gente imagina por tanto tempo antes de poder mesmo beijar e abraços apertados na confusão dos nossos braços coloridos. Mas eu preciso aprender a viver direito nesse esquema de distância e de realidades que não se encontram se a gente não forçar muito. E morro de medo de transformar tudo em só mais aquele cara legal com quem eu tenho as melhores conversas no msn.
Conclusão
Sim, temos aqui só mais um texto que fala sobre como eu não consigo organizar a minha vida, repetindo temas sem apresentar soluções. Ou só mais uma prova de que eu definitivamente não sou uma pessoa organizada, preciso apenas pegar mais leve no trabalho pras coisas legais terem espaço na minha bagunça e pra bagunça ocupar menos espaço na minha vida, permitindo a entrada de novidades.
(eticétera)
E já passa das quatro, e eu quero acordar às nove pra ver o treino da Fórmula 1 – é, eu gosto. Melhor terminar logo isso aqui.
Beijosmeleiam.
Tags: brasília
Maio 24, 2008 às 7:45 am
Deveras repetitiva.
Maio 24, 2008 às 4:39 pm
é tudo isso mesmo! que saco!
Maio 25, 2008 às 12:49 pm
beijomeliga :}
Maio 26, 2008 às 2:02 am
Antes de ler a parte da “Conclusão”, ia falar que achava que uma das formas de solucionar (ou pelo menos começar a) os problemas, seria trabalhando menos e assim as coisas começariam a se encaixar….. mas pelo menos você em consciência disso. Só tem que pôr em prática =)
Quanto à F1…. a Ferrari acabou com o esforço do Massa hoje =/
Beijo!
Maio 26, 2008 às 3:11 pm
meus 30 também estão chegando, mas não haverá produção alguma.
Maio 27, 2008 às 4:05 pm
como dizia o seu madruga…
o ruim é ter que trabalhar!
Maio 28, 2008 às 12:55 pm
:(
também curto fórmula 1.
se cuida, mocinha.
Junho 3, 2008 às 6:19 pm
[...] eu vou precisar da sanidade que estava consumindo trabalhando demais. Estou ficando mocinha e fazendo (quase todas) as coisas direitinho, veja [...]