Uma porção de coisas

Junho 13, 2008

Ontem [1]:
Se é dia 12 e você está sozinha porque seu namorado trabalha láááá, mas láááá longe, quase na linha do Equador, nada melhor do que ter uma amiga que está sozinha porque é uma completa desajeitada sentimental – neste caso, eu. Assim, Nice e eu soterramos o dia dos namorados com risadas infinitas e pizza, e mais risadas das fotos alheias, declarações absurdas e toda a sorte de falta de noção de terceiros com a qual o mundo nos presenteou ontem… e mais risadas, pra encerrar. Sem lugar para choramingos e corações despedaçados, a gente sempre se salva. Qualquer coisa assim de é bom para o moral.

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Ontem [2]:
Escrevendo o tópico anterior comecei a pensar sobre como algumas de nós, guriazinhas, idealizamos e supervalorizamos essa coisa do dia dos namorados. Ainda que brademos a plenos pulmões que é só mais uma data comercial – e é – isso não muda o fato de que é bacana parar um pouco pra pensar em que coisa, ainda que material, deixaria o outro feliz. Da mesma maneira como é bom que alguém pare pra pensar no que nos colocaria um sorriso na cara. Mas, meudeusdocéu, estar solteira no dia dos namorados é quase o começo do fim pra muitas moçoilas. Imagino se os caras solteiros simplesmente foram jogar futebol ontem, depois do trabalho, e tomar aquela gelada depois jogo, com a turma do quintaferino, como fazem toda a semana. E três vivas pras diferenças!

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Ontem [3]:
Meu presente alusivo ao dia 12 ainda não chegou. Culpa do correio – mas ainda bem, vou gostar bem mais de receber um agrado sem nenhum motivo numa data aleatória. Sobre o remetente do pacote, nos falamos brevemente e rimos e não houve drama, e foi bacana assim. Essas coisas não têm botão de liga/desliga, já dizia meu pai, mas não existe a menor razão pra ficar alimentando aquilo que nos machuca. Deixa o tempo, esse velho sabidão, botar tudo no lugar.

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Hoje [1]:
É sexta-feira 13. E eu tive meu caminho cruzado por um gato preto aos 13 minutos da última hora antes de hoje. Mas e daí? Só tô comentando porque todo mundo escreveu alguma coisa sobre a sextatreze e eu quis me sentir enturmada :P

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Hoje [2]:
Foi uma loucura no trabalho. Tudo aquilo que eu precisava deixar pronto para a semana que estarei fora parecia crescer na minha frente, cada linha escrita eram duas apagadas, medo medo medo de não dar tempo… mas quando o relógio gritou seis da tarde, trinta minutos antes do fim do expediente (de sexta, quando a gente sai mais cedo), fui agraciada com poderes mágicos e deu tempo até de fazer uma mini-faxina na mesa. Coisa fina. Minha chefe (eu não acredito na palavra chefa) ainda deu uma massageada no meu ego fazendo cara de choro e dizendo que não sabe como vai viver uma semana sem mim. Há há.

Uma resposta para “Uma porção de coisas”

  1. raquel Diz:

    nem me liguei que era sexta-feira treze. aliás, procurei na internet se há alguma coisa em relação ao mito dessa data mas não encontrei nada sobre o assunto… se for pela falta de sorte, ando vivendo sextas-feiras treze todos os dias! cruzes, né? mas é sério!

    e relaxa que já já teu presente chega! um beijo!


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