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Toda verdade deve ser falada

Julho 15, 2008

Quando eu disse que iria me divertir no sábado à noite, ah! eu não estava brincando! Voltar pra casa com o dia amanhecendo não foi apenas sinal de que eu fiquei tempo demais fora de casa, foi sinal de que a noite foi boa, e de que eu fiquei é tempo demais fora da minha vida divertida, da vida dos meus amigos queridos, das coisas que realmente me colocam um sorriso na cara. E dançar todos os robertos e beatles e tim-maias e fungis, e receber abraços sinceros e puxões de orelha de “porra, não some!” e nem me irritar com os abraços não tão sinceros assim… eu me devia isso tudo, na verdade. Por algum motivo desconhecido, às vezes ligo o modo casulo. E isso é um auto-boicote sem tamanho.

Maaaaas já tenho respirado os ares da nova fase que me aguarda. Aliás, a história toda da faculdade tem me envolvido tanto, e eu ando tão empolgada e tentando colocar o assunto em todas as conversas, que não dá pra negar: as aulas ainda não começaram, a minha nova fase sim. Aí eu me pergunto se vale a pena me submeter a certas coisas. E a resposta negativa chega antes mesmo que eu termine de pronunciar o “coisas”.

Pensando bem, não vale a pena ficar tentando em vão…

E parece que todos supervalorizamos o conteúdo daquele post. Quem comentou, quem escreveu e quem motivou – não necessariamente nesta ordem.

Na tentativa de mostrar que o que sentíamos poderia ser muito maior do que todas as nossas diferenças, como se superá-las fosse o mais importante, perdemos o foco. Deixamos de lado justamente o sentimento – que foi se tornando cada vez mais ofensivo, acusador, desrespeitoso. Desculpa aí, mas eu prezo absurdamente pela sinceridade, pelo respeito, pelos meus olhos enxutos, pelas histórias bem contadas e pela confiança. Não preciso de nada diferente disso. Não dá pra negar o quanto foram bons os bons momentos, mas os ruins vieram numa intensidade ainda maior, e foram destrutivos.

(E se não temos conseguido conversar sem doer, faço o que aprendi contigo, e jogo as palavras onde sei que lerás. É madrugada, mas aqui dentro tá um sol danado. Favor nem telefonar pra fazer chover.)

E não vale nada se enganar.

O melhor de tudo?
Continuo feliz. Ou mais.