Serinho

Outubro 4, 2008

Então faz dias que eu encho lingüiça com umas bobagens no blog. Nada é à toa. Faz dias que eu não quero é parar e pensar ou falar de verdade sobre algumas coisas. Mas não dá pra fugir muito tempo, né? Por mais que eu me esconda, já era certo que, mais hora, menos hora, eu e minha vida acabaríamos nos encontrando.

Duas situações têm me incomodado tremendamente. A primeira delas é que me sinto só. Já vinha rolando há algum tempo um distanciamento da minha parte com relação à minha turma de amigos, e depois que a Cinthia foi pra Sampa, a história piorou. Percebi que, atualmente, a única coisa que eles têm pra me dizer é “tá sumida, hein?” e eu só consigo responder “pois é…”, e findou o assunto. Adoro todos, ou quase todos eles, mas é fato que a gente já não tem mais o que compartilhar. Daí a rotina louca acorda-trabalha-estuda-dorme acaba por me privar de outras companhias que eu adoro, e nem carinhas amarelas no msn a gente consegue trocar. Pra não pirar (e porque eu sempre gostei disso, mesmo quando as possibilidades de fazer um social pipocavam aos montes) fico na bolha com meus filmes e livros e câmeras fotográficas e ligações telefônicas recebidas em horários inapropriados.

A outra história é chata-chatíssima: quando optei por voltar a estudar, sabia que estava também optando por readequar meus hábitos financeiros. Mas por falta de planejamento e pelo oba-oba do mês em que eu pedi férias, não imaginei que chegaria um mês como esse, no qual nem o limite do cheque especial me basta – e olha que eu não comprei uma bala que fosse, são só as contas, aquelas da vida de gente adulta, das quais não se pode (ou não se deve) fugir… e, pior! muito pior! nem Tangos & Tragédias eu fui ver, compreende a situação?

Aí a coisa vai acumulando, acumulando… é assim que funciona. E no dia em que eu resolvo parar e conversar com alguém sobre o assunto, o que eu tinha pra dizer saiu atravessado, e tudo virou briga, e eu me descontrolei, e fiquei nervosa até a tampa, e acabei desmaiando, e assustei o gato, e ele deu uma bela patinada na minha cara e na minha mão, caídas que estavam no chão do banheiro. Levantei com o rosto lavado em sangue, e sem nem limpar direito, fui pro hospital e, dos remédios, acabei sessenta dinheiros ainda mais pobre. E tudo começou porque eu fui conversar nervosa por estar sem grana. Ironias…


Foto metaforinha da vida: o corte de pouco mais de um centímetro que virou uma sangria desatada.

Mas já deu, né? Vou mais é passar povidine no nariz e assistir ao Xico Sá – (L) – sendo entrevistado pelo Zé do Caixão – (L).

Uma resposta para “Serinho”

  1. carla Diz:

    ai goria, eu não consigo viver na solidão.
    vem pra santa maria sexta-feira dessas pra gente ir no DCE!

    :D

    apesar do corte, a foto ficou bem bonita.


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