ou: na boa, não agüento mais ver a bunda das outras.
Hora do almoço: precisei trocar três vezes de lugar antes de conseguir almoçar. O motivo? Não me agrada em nada a idéia de comer sentada de frente pra uma bunda desconhecida.
Estamos todas sujeitas a, num movimento mais brusco, pagar aquele cofrinho velho de guerra, eu sei disso. Mas como é possível que ninguém, entre as pessoas que desenham/decidem sobre/fabricam/vendem jeans, perceba que as calças precisam ter tecido o suficiente para que as moças possam sentar e permanecer vestidas? E nem vou falar das etiquetas 42 em calças tamanho 38, não é esse o ponto. A questão é que uma peça que serve para cobrir as vergonhas das raparigas precisa, no mínimo, cobri-las, né não? O último traseiro que sorriu pra mim hoje (credo), antes do almoço, era de uma senhorita que exibia uns dois palmos de corpo nu entre o lugar em que a calça supostamente deveria estar, e o lugar onde efetivamente estava.
Daí não dá, minha gente! A coisa já tomou uma proporção que, valhamedeus, estamos mostrando mais o cofrinho do que a Christiane Torloni e o elenco de A Gata Comeu naquelas cenas da praia (dá um google aí, que eu tô com preguiça).
Houve um tempo em que existiam calças que não cobriam nossos pulmões, mas cobriam nossas nádegas, não houve? É muito difícil tentar resgatar a idéia?