Comprovou-se que a minha turma de faculdade não é exatamente um grupo com quem se pode fazer brincadeiras. Eu já deveria ter desconfiado de que alguma coisa estava errada no dia em que o professor informou que se todos fossem embora, ninguém levaria falta… e alguns ficaram. Ocorreu que fizemos uma brincadeira que, mal interpretada, tomou proporções ridículas e pessoas se inflamaram, nos mandando crescer (?) e sair do recreio (??) pois “o sinal para entrar na sala de aula já bateu faz tempo para muitos… e o portão vai fechar!” (????) – ai-meu-deus.
Essa história toda me fez pensar acerca de duas coisas. A primeira, aquele velho assunto sobre o quanto é fácil criar confusões pela internet. A ausência de tom de voz e expressões faciais pode ser bilhares de vezes mais propícia a interpretações erradas do que uma fofoca. A outra, e esse ponto me tomou mais tempo, é o quanto me irritam pessoas que se consideram donas da verdade. Porque (porra!) se eu acho que alguém está errado sobre o que quer que seja, é apenas a minha opinião, certo? Qual a dificuldade que alguns têm em compreender que suas opiniões não manifestam necessariamente as verdades absolutas do universo?
É natural ter idéias sobre o mundo e sobre os outros, mas o que diferencia quem as tem e óquei, daqueles que se acreditam aptos não só a julgar o universo como a proferir essas opiniões como se estivessem escritas nas tábuas da lei, é o raio do bom senso. E como diz a minha amiga Nice, tem gente que não tem nem senso, quanto mais o tipo melhor.
Paciência…